Momento Literário
Desconfortos do meu existir
escrito em 06/02/2006
A covardia que me impede de atravessar a multidão
Leva-me ao medo presente na escuridão
E nas paredes à minha volta
Rostos se formam perante a minha fraca visão
O rosto suado envolto ao nervoso
Esconde a angústia do movimento
O incômodo das luzes e das vozes
Faz-me calar por um momento
Palavras atordoadas disfarçam o desespero
Que sinto do monstro chamado “gente”
Uma espécie estranha
Cheio de labirintos na mente.
Coisa de gente
escrito em 17/10/2005
Andar e ser notado
Dormir e ser vigiado
Falar e ser reparado
Correr e ser perseguido
É neurose de criatura
É coisa de gente
É síndrome do pânico
É o medo que se esconde dentro do eu
São os monstros dos mares
São os espíritos das matas
São os folclores da sociedade
São as lendas dos deuses
É um mundo de opressão
Onde se procura liberdade
Mas há a lei que proíbe
Escondendo sempre a verdade
São neuroses que rondam os mortais
E que vai além da visão
São doutrinas e dogmas
Que fazem da vida uma grande prisão