Quando ingressei na faculdade de informática, aos dezoito anos, sabia que não estava fazendo aquilo que eu realmente gostava. Mas acreditava que seria aquela profissão que me levaria aonde sonhava. Na época eu trabalhava em uma empresa de informática, onde confeccionava sites e animações. Fazia planos de me especializar em computação gráfica e então, quando estivesse firme no tão comentado mercado de trabalho, ingressaria no curso de jornalismo, minha paixão desde os quatorze anos.
Naquela época eu morava, trabalhava e estudava em três cidades diferentes. Ganhava um salário que era um pouco menor que a mensalidade. Meus pais me ajudavam na passagem. O dinheiro que recebia de vale-alimentação economizava fazendo lanche, a fim de complementar o pouco que me sobrava. E assim eu conduzi a situação até o segundo período, quando – graças a Deus – consegui um emprego em uma grande empresa, em uma cidade um pouco distante da minha.
O antigo sonho era realidade. Tranquei a faculdade de informática e ingressei no jornalismo. O salário aumentou. E a mensalidade também. O custo de vida na cidade grande era alto. Mas ainda assim eu persistia no objetivo que tinha. Comecei a entender que vida de universitário não é fácil. Pelo menos para os que, como eu, não possuem nenhum "patrocínio" e que dependem exclusivamente do trabalho. Não é inveja, mas como seria bom poder me dedicar mais a minha carreira, aos meus estudos, sem me preocupar tanto com as contas do fim do mês!
Hoje, no quinto período de jornalismo, as coisas continuam difíceis. Nada que me faça desistir, mas que às vezes causa medo. A sensação do "morrer na praia" surge quando algumas coisas não vão bem. Seja a possibilidade de perder a bolsa de 30% que me beneficia na universidade ou o fato de não renovarem o contrato do estágio que faço há quase um ano. São apenas possibilidades... Mas de qualquer forma eu prefiro pensar nas coisas boas que estão para acontecer, as que depois de realizadas farão de mim um vencedor.